Por Valdeci Oliveira –
Ler a edição do Diário Oficial da União (DOU) da última terça-feira (27) foi como ver nascer algo que há muito se desejava e muito se trabalhou. Foi como ver uma espécie de registro oficial de um dever cumprido. E Santa Maria mereceu cada uma das 109 letras que formaram as 18 palavras e siglas registradas na referida edição e que garantem à cidade, hoje apenas sede da reitoria, um campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar).
Ao ver Santa Maria citada na extensa lista de ações federais voltadas a diferentes setores, da saúde à geração de energia, é ver o resultado de uma luta conjunta, a concretização do querer de muitos homens e mulheres que pensam a educação pública e de qualidade como um passaporte para a cidadania, para o desenvolvimento da nação, para o compartilhar o conhecimento numa sociedade inclusiva.
Com a edição do DOU, a conquista se torna mais do que oficial, pois com ela foi batido o martelo e garantindo que o campus está oficialmente incluído nos investimentos do Novo PAC, além de conferir validade jurídica e autenticidade da informação, algo tão precioso em tempos de tentativas constantes de manipulação da opinião pública.
Mas como nos ensina a vida real, isso somente está acontecendo porque temos na presidência da República alguém comprometido com a educação, com o ensino técnico e tecnológico público, gratuito e de qualidade e com a formação dos nossos jovens. Alguém que, pelas contingências da vida, igual a milhões de outros e outras, passou longe dos bancos universitários, mas nem por isso ignora o real valor de investir na chance de alguém poder ser alguém. Não por nada, já está garantido na História como o presidente que mais criou universidades e Institutos Federais em toda a História brasileira.
Santa Maria sediar um campus do IFFar somente foi possível porque também houve a parceria diuturna entre diferentes atores, como o deputado federal Paulo Pimenta, que como ministro não deixava a proposta ficar parada em Brasília. Ou a reitora do IFFar, Nídia Heringer, que juntamente com a comunidade acadêmica do Instituto não mediu esforços, tempo e deslocamentos para ver a ideia concretizada. E também muitas organizações da sociedade civil, que de uma forma ou de outra se mobilizaram em torno da pauta e fizeram crescer o coro, a colocar mais energia no movimento, que era trazer para o município uma das novas unidades do Instituto previstas pelo Ministério da Educação para o RS.
E foi a partir da proposta do governo federal de ampliar o número de IFs no país, que em 2023, arregaçamos ad mangas, utilizamos as prerrogativas que cabem a um mandato legislativo e colocamos em praça pública a pauta da criação destes no estado. E para dar eco e musculatura à mobilização, no Parlamento gaúcho, protocolamos e tivemos aprovado o maior número de requerimentos junto à Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia (CECDCT) para a realização de diversas audiências públicas para debater e ampliar a luta pela expansão dos institutos em solo rio-grandense.
Como reforço, fui a Brasília algumas vezes para tratar do pleito de Santa Maria e de outros municípios da Metade Sul. E que bom que aqui na cidade, desde o primeiro momento, todas as lideranças caminharam lado a lado, mostrando que com unidade, articulação, vontade e pé no chão as conquistas se tornam realidade.
A implantação do campus do IFFar no município vai consolidar Santa Maria como polo educacional tanto na esfera gaúcha como brasileira e fomentar o desenvolvimento econômico não apenas da cidade, mas da Região com o um todo. Além disso, sabemos que a demanda pelo ensino técnico é muito forte, e a nossa juventude será diretamente beneficiada pela iniciativa. E junto com esse campus vem geração de empregos, vem mais receita para o município e um conjunto de benefícios no campo da inovação, da tecnologia e no fortalecimento das cadeias econômicas locais, pois se trata de algo que dialoga com diferentes realidades e perpassa diversos segmentos.
A conquista de Santa Maria se insere em algo maior, que é chegar ao final do ano com mais de 300 novos IFs espalhados por todos os estados brasileiros, num investimento total de R$ 3,9 bi e contempla, ainda, a consolidação de unidades já existentes. E estará bem acompanhada. Além dela, Porto Alegre, Gramado, São Leopoldo, Caçapava do Sul, São Luiz Gonzaga, Rosário do Sul, Santiago e Triunfo também foram ou serão contempladas, formando uma família que conta com 3 Institutos Federais (IF do Rio Grande do Sul, Sul-rio-grande e Farroupilha), perfazendo mais de 40 campi distribuídos no estado e atendendo mais de 54 mil estudantes.
Se depender de nós, o objetivo do MEC, que é o de chegar ao final de 2026 com mil unidades instaladas em todo o território nacional, será alcançado….e comemorado.
Viva a educação, viva o ensino técnico e tecnológico público, gratuito e de qualidade.

