Sob a presidência de Valdeci, PT gaúcho deflagra série de caravanas regionais para  construir plano de governo

Sob a presidência de Valdeci, o PT gaúcho deu início no sábado (28/2), em Porto Alegre, às atividades de construção para seu programa de governo com vistas às eleições de outubro. O ato de lançamento das chamadas Caravanas Levanta Rio Grande, que deverá percorrer as 28 regionais do partido em todo o estado, totalizando 60 encontros entre 13 de março e 17 de julho, reuniu, além dos pré-candidatos Edegar Pretto ao governo e Paulo Pimenta e Manuela D’Ávila ao senado, dirigentes da legenda, prefeitos, deputados, militantes e representantes de movimentos sociais e de partidos aliados, como Psol, PV, PCdoB, Rede e PSB. “Está na hora do RS voltar a ter um programa e um projeto de desenvolvimento como teve com Olívio Dutra e Tarso Genro quando governaram o estado. Está na hora do Rio Grande implementar verdadeiramente aquilo que diz a nossa Constituição nas áreas da saúde e da educação, de fazer um grande movimento que demonstre que nós não aceitamos a violência contra as mulheres. E isso tudo faremos com muita humildade, ouvindo, debatendo, mas não somente entre nós, mas com toda a sociedade, de forma democrática e participativa”, destacou o presidente da legenda, deputado Valdeci Oliveira. Na avaliação de Valdeci, além da disputa pelo governo gaúcho, o que está em jogo é a reeleição do presidente Lula, “pois ela é a garantia da segurança da democracia, da soberania nacional e da consolidação da melhoria de todos os indicadores sociais”, avaliou. Na mesma atividade, foi lançada a plataforma ‘levanta.rs’, que receberá as sugestões da sociedade e que depois serão organizadas e sistematizadas pelo grupo responsável pela elaboração do programa, coordenado pelo deputado Pepe Vargas.

“Essa é a caravana do Edegar, da Manuela, do Pimenta, do presidente Lula e de toda a nossa militância, de todos aqueles que não irão esperar até outubro para virar o último voto, de quem já está se organizando e entrará no mês março com o pé no acelerador”, destacou Manuela D’Ávila, frisando que o desafio para daqui para frente não se restringe a construir uma mobilização que garanta a reeleição de Lula em outubro, mas uma vitória que leve o PT e demais aliados a ocupar novamente o Palácio Piratini. “E dizer para o Brasil que, neste estado, podemos voltar a protagonizar políticas de enfrentamento às emergências climáticas que não permitam que o que aconteceu no RS se repita dois anos depois em Minas Gerais como se nada tivesse acontecido. E o nosso Rio Grande pode ser o estado que enfrenta os feminicídios, colocando as mulheres como protagonistas da construção de políticas de enfrentamento à violência”, completou.

A importância da próxima eleição também foi destacada pelo pré-candidato ao senado Paulo Pimenta. Na sua avaliação, o pleito de outubro, além de interessar aos brasileiros, coloca o mundo inteiro a olhar para o Brasil. “Até pouco tempo atrás tínhamos o Pepe Mujica (ex-presidente do Uruguai), o Papa Francisco e Lula (como referências da postura e luta progressista). E hoje temos apenas o Lula como o grande líder desse campo popular e transformador. E o que vai acontecer no país vai definir, em larga medida, o futuro do Brasil, da América Latina e de muita gente que sonha com um mundo melhor. O nosso desafio é garantir a vitória contra a extrema-direita. E chegou a hora de nós, unidos com todo o Rio Grande, levarmos o Edegar para o Piratini. Lá na Praça da Matriz, onde o povo gaúcho já enxergou Leonel Brizola, Alceu Collares, Olívio Dutra e Tarso Genro, o filho do Adão Pretto estará com a bandeira do Rio Grande”, discursou Pimenta.

As diversas falas incluiriam ainda a necessidade de se trabalhar muito na orientação dos eleitores para que estes votem em dois candidatos ao senado, pois na eleição de 2018, a última que teve essa opção, 46% dos votantes deixaram de escolher um segundo nome por ignorarem essa possibilidade. Foram destacados ainda o desmantelamento, por parte dos últimos governos, da política ambiental pioneira construída no estado e que foi referência no país, do baixo crescimento econômico registrado na última década que colocou o RS abaixo da média nacional e da redução brutal da capacidade estatal com a extinção das fundações, dos instrumentos de pesquisa e inteligência públicos, lembrando que dos últimos 30 anos, 22 deles foram de governos neoliberais.

Também foi ponto de crítica a postura do pré-candidato da extrema-direita ao governo gaúcho, que além de frequentar, em 2022, os acampamentos montados em frente aos quartéis e que defendiam uma intervenção militar no país, apoiou a postura dos Estados Unidos no momento em que o presidente Donald Trump aplicava as piores sanções econômicas contra o Brasil. “Esta batalha não é como antes, onde cada setor político-partidário, cada cultura ideológica tinha o seu lugar reconhecido na democracia. Hoje, eles, da extrema-direita, desajustaram a sociedade brasileira através da violência e da manipulação da informação, de uma série de ataques à Constituição, contra a democracia, contra o país. Uma extrema direita misógina e que quer destruir aquilo que foi construído”, avaliou o ex-governador Tarso Genro.

Programação das Caravanas Levanta Rio Grande
DATA       REGIONAL

13/3 – Palmeira das Missões
27/3 – Vale do Rio Pardo
9 a 11/4 – Noroeste
13 e 14/4 – Vale dos Sapateiros
16 a 18/4 – Celeiro
29 e 30/4 – Litoral Norte
4/5 – Paranhana/Hortências
6 a 8/5 – Fronteira Noroeste
11 e 12/5 – Centro-Sul
14/5 – Vale do Jaguari
15 e 16/5 – Missões
20 a 23/5 – Fronteira Oeste
25 a 27/5 – Vale do Gravataí
28 a 30/5 – Alto Uruguai
4 a 6/6 – Serra
11 a 13/6 – Vale do Taquari
16/6 – Guaporé
18 e 19/6 – Planalto
20/6 – Encosta Superior Nordeste
23 e 24/6 – Vale do Caí
25 e 26/6 – Vale dos Sinos
30/6 a 2/7 – Centro Serra
3 e 4/7 – Botucaraí
6/7 – Campos de Cima da Serra
7/7 – Altos da Serra
9 a 11/7 – Centro
15 a 17/7 – Litoral Sul

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